Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal!

Somos nada, Senhor. Sem ti, somos um sopro que se esfuma na temporalidade. Somos o ponto final de uma frase inconclusa e desconexa, uma história bosquejada e superficial. Sem ti não nos compreendemos, não podemos simplesmente explicar o nosso porquê, as nossas razões, o mais comezinho gesto cotidiano.

O menino nasceu! Olho para ele deitado e me prostro: "Meu Senhor e Meu Deus!". Tu és a esperança, o encontro da temporalidade com o eterno, o finito e o infinito casam-se em ti. E me ponho diante desse Mistério profundo, a kénose divina, o despojamento do Criador tornando-se criatura e nos assumindo.

Senhor, só me compreendo em ti. As minhas contradições, a minha pequenez, a minha imensa sede de sentido, tudo enfim!, só se explica através do seu amor e misericórdia.

Natal é tempo de renascimento. Natal é tempo de reflexão. Natal é tempo, sobretudo, de alegria: Deus nos assumiu, o Verbo se fez carne e habitou entre nós!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Natal!

Poucas cenas revelam de modo tão dramático e ao mesmo tempo poético o projeto salvífico de Cristo do que aquela construída por Mel Gibson no filme a Paixão de Cristo. Ele nasceu desde o princípio como contradição: sendo Deus, fez-se homem; sendo homem, fez-se pobre; sendo pobre, fez-se humilhado ao nascer em uma estribaria. Esvaziou-se como Deus; esvaziou-se como homem.

Bento XVI adverte que o Natal não é um conto para crianças. Não se trata de aflorar um espírito de natal flor de laranja, mas de refletir sobre o nosso drama humano e a esperança que brota do amor de Deus, na figura daquele menino frágil deitado na manjedoura: “Hoje, como nos tempos de Jesus, o Natal não é um conto para crianças, mas a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da paz verdadeira”, afirma o nosso Papa.

O espírito de natal, citado por muitos, é aquele sentimento difuso, uma saudade não clara da pátria trinitária, escondida sob tantas formas e razões. É uma melancolia de algo que não se sabe o que; é uma felicidade com exceções reservadas, com medos escondidos, às portas de um precipício e de um enorme vazio. Por isso, nos atolamos em presentes, em confraternizações muitas vezes sem significado. E o universo humano pede sempre o sentido das coisas. O que nos move são as finalidades...

O sentido da nossa alegria no Natal - é assim para os cristãos - é o nascimento da criança, da esperança que ela inspira, da certeza inarredável do amor de Deus. É a certeza que somos pobres, limitados, frágeis, mas também de que tudo se dispersa na fortaleza que ele nos traz: o menino nasceu! A Esperança está entre nós! O Amor vive! Ele refaz a crianção e a redime para o Pai. O Natal é momento de algria por isso: renascemos com aquela criança, podemos recomeçar com a certeza de que ela nos ama tanto que veio a nós nos lavar com as suas lágrimas no parto e nos iluminar com o seu sorriso ao ser amamentado no seio da mãe.