quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A Teologia da Prosperidade

A Igreja Universal do Reino de Deus continua crescendo no Brasil, ancorada na estrutura do grupo de comunicação que os seus líderes montaram, em nome próprio, com recursos que teriam sido desviados das arcas da denominação petencostal. Essa é a essência da denúncia feita pelo Ministério Público, que enseja algumas relevantes questões: a) por que, diante das movimentações elevadas e atípicas de recursos flagrada pelo Coaf (órgão fiscalizador do governo federal), a Receita Federal teria chancelado operações com empresas de fachada, que funcionariam para esquentar o dinheiro desviado da Universal para financiar a compra da Rede Record de Televisão e outras atividades pessoais dos líderes da seita?; e b) por que o Ministério Público Federal não tomou nenhuma medida judicial, com os dados do Coaf, sobre suposta evasão de divisas e supostos crimes federais, inclusive contra o sistema tributário nacional? São algumas perguntas simples diante do volume de recursos envolvidos sob o pálio da imunidade tributária.

Claro está que o Ministério Público paulista colocou no papel o que todos já sabíamos e o que já era público e notório. Revelou que a teologia da prosperidade praticada pelos líderes da Universal é, antes de tudo, a prosperidade do grupo que controla a seita, cujos recursos arrecadados serviram para transformá-los em grandes empresários de comunicação social, com poder político tão grande e capilarizado, que com ele talvez possamos entender as respostas possíveis àquelas perguntas feitas anteriormente.

A seguir, a reportargem do Jornal Nacional de ontem à noite:

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